L. Wesley's COMMUNITÀS

Blog pessoal dedicado ao exercício dos dons da liberdade, da razão, da experiência e do afeto na caminhada.

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Ora, o que me importa ser senão UM BOM AMIGO NA JORNADA?

Terça-feira, Dezembro 29, 2009

VIDA - Poesia de Augusto Branco

Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas
que eu nunca pensei que iriam me decepcionar,
mas também já decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
e amigos que eu nunca mais vi.

Amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
e quebrei a cara muitas vezes!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).

Mas vivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida.
E você também não deveria passar!

Viva!!

Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é "muito" para ser insignificante.
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Domingo, Dezembro 13, 2009

Biboquê & Pião


Nos vários natais e aniversários da minha infância e início da adolescência, não conheci outras espécies de presentes senão brinquedos de madeira, geralmente biboquês e piões. A razão básica e silenciosa residia no fato de que meus pais eram pobres, e os brinquedos industrializados e avançados estavam muito acima de suas possibilidades financeiras. Afinal, meu pai era um daqueles pastores metodistas que jamais desejou enriquecer às custas do povo simples das igrejas que pastoreou.

Biboquês e piões eram muito baratos, consistiam apenas de madeira e barbante, podiam ser feitos por qualquer torneiro, e faziam a minha alegria. Os biboquês vinham em diferentes formatos – esféricos, ovalados ou em forma de sino. Os piões eram os mais variados, mas obedeciam uma lógica de formatação e estética que garantissem força centrífuga.

Eu ainda era imaturo demais pra entender, imaginar ou conceber a pedagogia dos biboquês e piões: a experiência do improvável via exercício do equilíbrio na criacão de energia pelos movimentos coordenados das mãos e dos braços, e, é claro, na muita concentração.

Biboquês
e piões, no meu caso e no caso de muitos da minha geração, traziam consigo uma lição de vida: Nem tudo é automático, nem tudo é fácil e nem tudo se nasce sabendo. Há que se aprender, treinar, aperfeiçoar. Determinação, insistência e perseverança são alguns dos caminhos através dos quais a gente aprende a viver com equilíbrio criativo.

Luís Wesley
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