L. Wesley's COMMUNITÀS

Este blog é dedicado ao exercício dos dons da liberdade, da razão, da experiência e do afeto na caminhada.

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Nome: Luís Wesley
Local: Atlanta, GA, United States

Ora, o que me importa ser senão UM BOM AMIGO NA JORNADA?

Sexta-feira, Fevereiro 27, 2009

Decálogo de um escritor sem literatura.


Judith*:

I. Minhas cartas são tão longas que, suspeito, nunca são lidas por inteiro;

II. Meus livros são tão longos que sequer me animo a terminá-los;

III. Meus contos são tão detalhados que melhor seria se não tivessem nem começo nem fim. Assim eu teria mais espaço pro meu virgulismo de detalhe;

IV. A vida se me apresenta tão tagarela que tornei-me um ser de algumas poucas palavras verbalizadas e de outras poucas apenas blogueadas;

V. Minhas idéias são criativas, mas sempre nutro dúvidas de que sejam inéditas. Afinal, não é possível que ninguém as tenha tido antes de mim, até mesmo o que acabo de dizer;

VI. Tento fugir de sacadas fenomenais. Nesta fuga, descubro que o óbvio pode vir a ser mais inimigo da escrita do que as sacadas;

VII. Saquei outro dia que as introspecções inéditas são um convite para a dúvida e, portanto, um possível bloqueio para a necessária confiança que se deve ter para serem colocadas no papel, na página do livro ou na tela do computador;

VIII. Esborracho o nariz e a testa intelectual quando, ainda que raramente, me permito seduzir por qualquer espécie de presunção acadêmica;

IX. Num mundo em que quase tudo já foi dito, gostaria de ser o herói "eureca" da escrita, e, uma vez mais, quebro a cara;

X. Acho absolutamente asquerosa a filosofia de originalidade enquanto "arte de esconder as fontes". Isso me faz querer antecipar-me às fontes, i.e., elaborar o meu saber antes que elas me digam o que quer que seja que estão lá pra dizer. Depois, então, eu as procuro como possível sustentação, e o que encontro são evidências da minha absoluta idiotice em pensar que realmente pudesse me antecipar às idéias já traduzidas em letra e literatura há um, dois, dez, cem ou mil anos!

Agora me diga uma coisa, Judith. Que conselho literário você daria a este escritor sem literatura? Por favor, seja generosa!

Luís Wesley

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Resposta da Judith:

Luís Wesley, digamos que seu resumo levou bem mais que 6 palavras! Rsrs. Bem, diria umas poucas coisas e considere minha distância abissal da vida acadêmica, terreno fértil para grandes verborragias (e outras coisas mais nobres, admito!): 1. Fuja da onipotência; originilidade, sacadas fenomenais, eureca, estas coisas. O sábio tem razão: não há nada novo debaixo do sol. 2. Não tenha medo de duvidar e, ao fazê-lo, não se omita de colocar no papel. A dúvida é terreno mais fértil para o pensar generoso do que as certezas. Via de regra, eu acho (hahaha). 3. Se suas cartas não são lidas, idem seus livros e seus contos são detalhistas demais, que tal enxugar e aplicar o princípio do "menos é mais"? 4. É sábio falar menos, ouvir mais e abrir a boca quando se achar que se tem o que dizer. Bom caminho, este! 5. Não leve nada disso a sério. Acho que ambos estamos brincando né? rsrsrs. 6. Viu como vc não é o único a não conseguir fazer seu resumo em 6 palavras. Eu tb não consegui! rsrsrs. Judith

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*Judith de Almeida, amiga de longa data, faz crítica literária e acumula grande experiência adquirida nas publicadoras que trabalhou, dentre elas a Editora Sepal e a Editora Vida Nova. Sua competência na área lhe deu o mérito de trabalhar com a Thomas Nelson, uma casa publicadora cristã fundada inicialmente em Edinburgh, Scotland, hoje com sede em Nashville, TN, EUA, e expandida mundialmente.


Terça-feira, Fevereiro 17, 2009

Siga os sinais que se apresentam a você...



Tradução (em sequência):
(1) "Tire uma foto", (2) "Tô brincando!", (3) "Stacey", (4) "Jason", (5) "Prazer em conhecê-lo!", (6) "Prazer em conhecê-la também!", (7) [Jogo da Velha], (8) [Careta], (9) [Seios], (10) "Tenho um segredo", (11) "Eu estava te observando primeiro", (12) "Quer se encontrar?", (13) "Fui promovida", (14) "Deveríamos celebrar", (15) "Absolutamente!", (16) "Quer se encontrar?", (17) "Pensei que você nunca perguntaria", (18) "Oi"

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