L. Wesley's COMMUNITÀS

Este blog é dedicado ao exercício dos dons da liberdade, da razão, da experiência e do afeto na caminhada.

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Nome: Luís Wesley
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Ora, o que me importa ser senão UM BOM AMIGO NA JORNADA?

Domingo, Janeiro 25, 2009

Mais perguntas ou mais respostas? (VideoBlog #4)

Sábado, Janeiro 24, 2009

AMIGOS CAMINHANTES, SONHAR É PRECISO!


Por Liana Bassi

Após receber um e-mail do meu filho, contando como foi viver o momento histórico sobre o qual estão os holofotes do mundo, percebi-me inquieta.

Inicialmente, me senti orgulhosa como mãe ao observar a autonomia e a grandeza das escolhas dos meus filhos. Alguns me disseram que sou louca por ter permitido que ele se aventurasse a ir para Washington numa época dessas para participar da posse de um presidente que nem é o do país dele. Mas o que é a vida senão correr riscos e conseqüências das escolhas que fazemos?

Meus olhos percorriam as linhas da mensagem de e-mail, enquanto a minha mente se estendia por outras “linhas”. Fiz-me várias perguntas: O que há de tão especial na chegada desse homem à presidência de uma nação tão poderosa? O que nós, brasileiros, dependentes de economias poderosas, temos a ver com isso? Não temos coisas mais importantes para nos preocupar? Como anda a saúde, a educação, a assistência, o meio ambiente etc? Quantos brasileirinhos nasceram no mesmíssimo dia da posse de Barack H. Obama, porém sem perspectiva de futuro? Não seria a hora de olharmos pra nós mesmos ao invés de vibrarmos com os estadunidenses como se fôssemos parte da mesma nação?

Lembrei-me, também, do quanto me irrita assistir a mídia enfatizando e priorizando as notícias externas contribuindo para uma mega-valorização de tudo que não é nacional.

Por um outro lado, a imagem daquele homem de pele escura me remeteu à imagem de um outro homem que teve um sonho: "Eu tenho um sonho," declarou Matin Luther King Junior, "no qual meus quatro pequenos filhos viverão num país onde não serão julgados pela cor de sua pele, mas sim pela grandeza de seu caráter". O mais incrível foi conseguir que o seu sonho se tornasse um sonho coletivo.

Será que estamos perdendo a capacidade de sonhar?

Não sou uma pessoa que já viajou muito para fora do Brasil – embora faça parte dos meus planos conhecer novos lugares e culturas! –, mas dentre aqueles que visitei, certamente um dos mais marcantes e inesquecível foi o memorial de Martin Luther King Junior, em Atlanta, GA, EUA. Relembrar a sua história, luta e caminhada, estar na mesma igreja de onde ele lançava as sementes da sua esperança me levou às lágrimas.

Estas lembranças me remetem à resposta da pergunta que fazemos quando procuramos o que a posse de Obama tem de especial. Na verdade, provavelmente, ele não tenha nada de tão especial assim, e é aí que reside sua importância! Talvez não seja o que todos esperam e provavelmente não será, já que há uma hiper-valorização do seu poder. Do "poder negro" de um homem que se coloca como representante de brancos, negros, amarelos, vermelhos e todas as cores que quisermos dar.

A meu ver, o poder não é dele. O verdadeiro poder é o que reside nos sonhos. E, neste dia 21 de janeiro de 2009, o mundo assistiu a materialização do sonho de Martin Luther King Junior e de muitos outros que compartilharam não somente os seus sonhos, mas também a vida, a prisão quando necessário, o levantar-se pela liberdade e, em muitos casos, a própria morte.

Este evento histórico mostra para a humanidade que não basta sonhar, contudo. Afinal, além do sonho, é preciso construir o futuro no tempo que se chama hoje. Meus alunos muitas vezes me questionam dizendo que a transformação social é impossível diante dos óbices impostos pelo capitalismo. Um outro amigo diria que tudo não passa de falácia. Todavia, hoje, a nação norte-americana nos dá esta lição: não devemos desistir dos sonhos.

Quanto a mim, quero continuar tendo sonhos e sendo alimentada por eles por mais que tenham o sabor da utopia. Fernando Birri, o cineasta argentino citado pelo escritor uruguaio Eduardo Galeano, diz o seguinte: "A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais a alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para caminhar".

Sendo assim, amigos caminhantes, o horizonte nos espera.

Liana Bassi

Sábado, Janeiro 17, 2009

A Gente é Gente, Gente! (VideoBlog #03)

Domingo, Janeiro 11, 2009

As Falsas Trindades (VideoBlog #02)

Sexta-feira, Janeiro 02, 2009

A Teologia e o Silêncio (VideoBlog #01)

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