L. Wesley's COMMUNITÀS

Este blog é dedicado ao exercício dos dons da liberdade, da razão, da experiência e do afeto na caminhada.

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Ora, o que me importa ser senão UM BOM AMIGO NA JORNADA?

Domingo, Maio 13, 2007

Secularismo & Misticismo no Brasil


Assista a palestra que proferí em 2005 no
Congresso Brasileiro de Missões (CBM):
Secularismo & Misticismo no Brasil

Copyright © Outubro 2005 CBM

Sábado, Maio 12, 2007

Missiologia e Missão Integral


A missiologia é multi-disciplinar por natureza. Ela não somente se deixa informar por outras disciplinas, como também dialoga, interage e coopera com elas. Por esta razão, a missiologia é também chamada de “teologia cooperativa” [*]. Isto equivale dizer que trata-se de uma teologia prática de missão em diálogo, interação e cooperação com outras formas de estudar, compreender ou elucidar a vida, o ser humano, o mundo, a sociedade, a igreja e a espiritualidade, fazendo uso empático de ferramentas antropológico-culturais, sociológicas, linguísticas, e mesmo dos campos de comparação religiosa e da própria teologia sistemática. Da mesma forma como a teologia se faz em contexto, a missiologia só tem sentido se for essencialmente contextual, responsiva e conectada com a integralidade da existência do ser humano, quem e onde quer que seja que este se localise.

O mundo de hoje e do futuro próximo, por outro lado, é também multi-facetado em suas novas nuances propositivas, contornos, perguntas e necessidades. Segundo Howard Snyder, há oito aspectos que caracterizam o mundo imergente. Sáo eles: (1) A chegada da sociedade global “online”, i.e., Internet, etc; (2) Globalização econômica; (3) A revolução feminista; (4) O meio-ambiente em risco, i.e., aquecimento global, extinção de espécies, falta d’água potável, etc.; (5) A revolução da física quântica e genética, i.e., DNA, superstrings, etc.; (6) Realidade virtual e inteligência artificial; (7) Declínio cultural e econômico dos Estados Unidos; e (8) Cultura global versus choque global de civilizações. [**]

Estas facetas diversas demandam da missiologia respostas que se caracterizem por serem relevantes. Isto é, um mundo multi-facetado exige pensamento e ação missiológica multi-disciplinar. Daí a necessidade de se desenvolver uma missiologia integral, tanto no pensamento teológico quanto na prática ministerial individual e comunitária.

A missiologia, contudo, será incapaz de sugerir à Igreja respostas pertinentes em suas ações, vida e missão no mundo, a menos que aprenda e se permita fazer exegese. Exegese é freqüentemente entendida como sendo a observação ou estudo crítico das raízes, significados e implicações de um texto bíblico. Não me refiro, contudo, a aprender tão somente a fazer exegese do texto bíblico e seu contexto imediáto, mas também e especialmente do contexto enquanto realidade na qual a gente vive. Uma missiologia responsável procurará discernir e compreender tanto a mensagem bíblica primária ou original, como a situação contemporânea, fazendo uma "ponte hermenêutica", como sugere Paul Hiebert.

Quando falamos de missão integral, portanto, estamos necessariamente apontando não somente para aquilo que a missiologia é em si mesma, mas também para um conceito que é ainda mais amplo e detalhado no que tange à prática missiológica cotidiana no mundo de hoje. Além disso, por missão integral não nos referimos apenas e tão somente às raízes históricas de um dado movimento histórico – que jamais deveria ser esquecido ou neglicenciado, já que oferece referenciais de curso e identidade a todos nós que o abraçamos –, mas também e especialmente ao estiramento prático, conceitual, estratégico e metodológico que a missiologia deve ganhar na vida de cada um individualmente e na comunidade de fé como um todo. Esta é a razão pela qual penso que a caminhada de missão integral deve estar sempre e necessariamente aberta em suas possibilidades, implicações e aplicações diárias, em todas as dimensões da nossa participação humana (missio hominum) e eclesial (missiones ecclesiarum) na Missio Dei, isto é, “a missão de Deus” [***].

É preciso que se reconheça que, com raras excessões, a questão da multi-disciplinaridade tem sido um dos grandes flancos ou falhas dos teólogos evangelicais brasileiros atuais, preocupados que estão com suas próprias agendas pessoais, teológicas e relacionais, às vezes por demais maniqueístas e não menos desprovidas de tolerância com perspectivas diversas ou aparentemente contrárias. Esta problemática também se reflete na própria delimitação do que seja e de quem esteja comprometido com a caminhada de missão integral.

Dentre outras formas, este reflexo se mostra na concepção ou falsa impressão de que não pode haver missão integral fora do Movimento de Missão Integral. Aqueles que ousam mudar este paradígma, sofrem as consequências surgidas de amargas intolerâncias por parte daqueles que preferem taxar os que não se “enquadram”. Isto é, há muita gente íntegra, integral e integrada por aí que procura desenvolver uma missiologia e uma espiritualidade que seja calcada nas Escrituras e na realidade atual, que sabe fazer esta ponte e que desenvolve uma teologia e prática de missão holística, mas que eventualmente não reproduz a linguagem e os códigos próprios do Movimento de Missão Integral.



[*] Hans-Jürgen Findeis, “Missiology”, citando A. Exeler e T. Kramm. Dictionary of Mission. Müller, Karl, Theo Sundermeier, Stephen B. Bevans e Richard H. Bliese, editores. Maryknoll, New York, página 302, 1997.


[**] Snyder, Howard A. Global Trends 2006 –- Ten Major Trends: Reflections Twenty Years Later. Pp. 1, 2006, citando EarthCurrents: The Struggle for the World’s Soul. Nashville, TN: Abingdon Press, 1995.


[***] Van Engen, Charles. Mission on the Way: Issues in Mission Theology. Grand Rapids, MI: Baker Books, 1999.

Copyright © Maio 2007 Luís Wesley de Souza


Segunda-feira, Maio 07, 2007

"Quem sou eu?": Reflexão para um filho adolescente


Responder à esta pergunta (geralmente formulada na adolescência) requer que eu faça outra pergunta mais elevada: De quem sou eu? Isto é, o "quem sou eu" tem que começar a fazer sentido com o "de quem sou eu". Saber que pertenço ao Altíssimo me trará todas as pistas necessárias e as evidências de que preciso para conhecer quem eu sou, por que existo e pra quem existo.

A graça do Eterno e Soberano transpõe conceitos e pré-conceitos, vai além do conhecimento material ou não-material, não pergunta qual é meu "pedigree" e não conhece barreira teológica, filosófica, cultural ou histórica que seja inperpassável no que tange a discernir minha identidade. Ele sabe quem sou em meu interior, mesmo no que possa ser o mais denso e profundo escuro do meu ser.

Código genético, influências sociais e absorções psicológicas podem até se tornar interesantes formas de traçar meus perfís, mas são absulutamente insuficientes e incompletas quanto a dizer, de fato, quem sou. Eles tem o poder influenciar a minha vida, sim, mas não de determiná-la, pois a graça de Deus, manifesta em Cristo, não conhece fatalismos, nem limites e nem fronteiras de qualquer espécie.

Eu sei que sou o que sou porque o grande "Eu Sou" me possui.

Copyright © Maio 2007 Luís Wesley de Souza

Sábado, Maio 05, 2007

Canção para [mim]

Volta, sobe ao monte! Sabe que ali teu Mestre morreu!
Solta tua rede, vê de perto o quanto sofreu!
Perdeu sua vida e por suas feridas perdão te deu.
E um amor mais forte inda que a própria morte,
Pois reviveu!
Caminha junto ao Senhor, não perguntes onde ele vai.
Confia o teu caminho às mãos do Pai.

Canção para Pedro, Vencedores por Cristo

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